sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um passo frágil

Eu bambeei, mas não cair.


Tomei um topada, porém eu não cair.
Realmente é muito triste minha situação.
No entanto, não esqueço como era antes de tudo isso.



Espere um momento...
Não era pior do que agora.
Agora eu sinto dor na alma e na cabeça
Agora eu não tenho rumo e nem lugar.
E então o que me adiantou alguns copos de cerveja?
E então o que me adiantou algumas horas na porta do bar?


Tremenda burrice a minha.
E essa dor que não acaba e nem me acaba.
E esse desejo contínuo de gritar.
Ah, minha filha .....
Ah, minha pequena filha...
Por que teve mesmo que ir embora?


J. A. de Jesus

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ela na Praia


Ela caminhou até a beira da praia, observou as ondas que se faziam e desfaziam-se. Então fechou os olhos, se abraçou e continuou caminhando. Sentiu a água gelada se encontrar com os dedos de seus pés descalços.  E até que as águas do mar molhassem também os seus joelhos ela caminhou. De repente, um pingo do alto se mistura com as ondas. Será chuva?!
Não, era apenas uma lágrima que o organismo triste daquela mulher formou.
A praia está vazia e ninguém desfrutavam da natureza e romantismo desse local. E ela sozinha na água, de olhos fechados e com os braços envolvendo o seu próprio corpo, recordava-se do coração amado que bateu junto ao teu. Mas, que por sua vez foi levado pelas ondas do Tempo.

J.A. de Jesus

sábado, 4 de dezembro de 2010

Um pouco mais de paciência

Hoje em um grande temporal
Deixo de fazer o que Tu me mandas fazer
Sei que não devo parar
e que eu preciso deveras te escutar
No entanto, Senhor...
O que posso fazer se sou fraca?!
Ontem, e ontem de ontem
A semana toda, e outra semana também
Você viu o meu coração chorar.
Sei que notaste o quanto sou pequena,
por isso peço-te para que tenhas paciência.
Ainda sou pecador,
desfruto da possibilidade de sentir dor.
E peço-te para que tenhas um pouco mais de paciência.
Sei o quanto já suportou e suporta,
quando deixo cada queixa ir embora.
E o que seria mesmo de mim
se não fosse esse Teu amor?
Ah! Senhor. E o que seria?
Deixei meu amigo partir,
Deixei meus sentimentos se contorcer,
Foi o Senhor mesmo quem disse: Não deixes o teu amigo.(Pv 27:10)
No entanto, minha fraqueza o deixou partir.
Mas te peço oh! Deus.
Perdoe-me, pois eu irei te obedecer.
Só tenha um pouco mais de paciência.
O trarei o meu amigo mais uma vez para bem pertinho de mim.


J.A. de Jesus

VERSOS ÍNTIMOS - Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Estou com frio

Parei no tempo
as vezes sinto-me estranho nessa terra escandalosa.
Vocês viram a vergonha por aí?
Desde muito tempo não comprimento minha velha amiga.
Por acaso viram passar entre os homens a misericórdia?
Era difícil ela sair sem mim.
E a solidariedade.......
Por acaso alguns de vocês a encontraram?
Sinceramente, já nem sei onde estou.
Todos estão longe demais para responder minhas questões
e sinto que realmente fiquei só em um tempo remoto.
Preso no baú de algum coração.
Tenho tantas saudades da fé!
Ela era a unica que me deixava forte e seguro.
Agora eu estou com tanto frio.
Bem que o Senhor falou....
Bem que Deus me disse:
Meu filho, no coração de muitos você se esfriará.

J.A. de Jesus

domingo, 28 de novembro de 2010

Saudades em lágrimas

          Um pingo de lembrança caiu em forma de lágrima.
          Sentados nós dois no sofá da minha casa. Eu segurava as suas mãos, docemente sentia os seus lábios. O seu abraço era quente e confortável.
          Abro os olhos e deixo mais uma lembrança escorrer no rosto triste e pálido.
          Abraçados estávamos, e não sabíamos o que nos iria acontecer depois de um mês.     Eu sentia que aquele instante era a nossa despedida e que nada mais seria igual, meu coração batia tão forte que até hoje posso sentir a sua intensidade.
          De olhos fechados mesmo, desenho a continuidade dessa lembrança.
          Agora, deitado em meu colo, vidro-me no teu olhar. Nada, nada mais vinha em minha mente além do seu doce olhar. Ele nunca tinha me olhado daquele jeito, jamais me olharia de novo assim. Nesse momento me desmanchei, e até criei um poema, no entanto dele eu conseguir esquecer. Eu te decorei de forma que eu não pudesse mais esquecer os teus olhos. É! Realmente o que sinto é amor. Então ele teve que ir embora, após isso nada mais foi igual.
         Olho-me no espelho, escuto uma música de melodia suave e deixo outra lembrança derramar.
         Agora ele está de distante, atravessa a rua. Eu o vejo, mas me recuso a declarar isso. Permito-me passar por ele e finjo não sentir a sua presença. Com o coração na mão não viro rosto para vê-lo e mais, seguro o meu corpo para não correr para os seus braços.
         Espremo os olhos e deixo escorrer a última recordação.
Abaixei a cabeça e tentei não ver o olhar que até hoje me atormenta em sonhos. E minto para mim dizendo que consigo viver sem esse amor.


J.A. De Jesus

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A história de uma raposa


E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa. 
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou, mas não viu nada. 
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... 
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. 
Tu és bem bonita. 
- Sou uma raposa, disse a raposa. 
- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste... 
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. 
Não me cativaram ainda. 
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. 
Após uma reflexão, acrescentou: 
- O que quer dizer cativar?

Ninguém entende como é difícil para uma raposa de uma só vez se encanta pelo primeiro príncipe que encontra. Tudo bem que logo de primeira vemos que é um ótimo rapaz e de uma integridade e inteligência sem medições. Porém era necessário sim criar os nossos laços.

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.

E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.

Por mais que me parecesse diferente de todos os garotos que já vi, eu ainda não necessitava dele e nem muito menos de sua amizade. Aquele jovem príncipe não era mesmo do meu mundo e eu não sabia se podia confiar nele. No entanto eu precisava ser única ou pelo menos assim me sentir. E o Pequeno Príncipe me pareceu ideal.

E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... 
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe: 
- Por favor, cativa-me! disse ela.

Era jovem, mas experiente eu pude me encantar por aquele pequeno. Mesmo me submetendo a loucura de ser desapontada fui com tudo nessa jornada. Mas como tudo...
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada.
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

É eu sabia que tinha que me deixar, mas agora eu sou única para ele, e ele é único para mim. Agora a cor dos trigos, e o vento passando entre eles podem matar a saudade que sinto dele. Eu chorei e chorei muito, na verdade ainda choro, mas eu sei que ele deve está seguro em algum lugar.

J.A. de Jesus

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Onde foi parar o tempo?

Havia mais terrenos baldios. E menos canais de televisão. E mais cachorros vadios. E menos carros na rua.Havia carroças na rua. E carroceiros fazendo o pregão dos legumes. E mascates batendo de porta em porta. E mendigos pedindo pão velho. Por que os mendigos não pedem mais pão velho?

A Velha do Saco assustava as crianças. O saco era de estopa. Não havia sacos plásticos, levávamos sacolas de palha para o mercado. E cascos vazios para trocar por garrafas cheias. Refrigerante era caro. Só tomávamos no fim de semana.

As latas de cerveja eram de lata mesmo, não eram de alumínio. O leite vinha num saco , ou o leiteiro entregava- o em casa, em garrafas de vidro. Cozinhava-se com banha de porco. Toda dona-de-casa tinha uma lata de banha debaixo da pia.

O barbeador era de metal, e a lâmina era trocada de vez em quando. Mas só a lâmina. As camas tinham suporte para mosquiteiro. As casas tinham quintais. Os quintais tinham sempre uma laranjeira, ou uma pereira, ou um pessegueiro. Comíamos fruta no pé. Minha vó tinha fogão a lenha. E compotas caseiras abarrotando a despensa.

Meu pai tinha um amigo que fumava palheiro. Era comum fumar palheiro na cidade, tinha-se mais tempo para picar fumo. Fumo vinha em rolo e cheirava bem. O café passava pelo coador de pano. As ruas cheiravam a café. Chaleira apitava. O que há com as chaleiras de hoje que não apitam?

As lojas de discos vendiam long plays e fitas K7. Supimpa era ter um três-em-um: toca-disco, toca-fita e rádio AM (não havia FM). Dizia-se 'supimpa', que significa 'bacana'. Pois é, dizia-se 'bacana', saca? Os telefones tinham disco. Discava-se para alguém. Depois, punha-se o aparelho no gancho. Telefone tinha gancho. E fio.

Se o seu filho estivesse no quarto dele e você no seu escritório, você dava um berro pra chamar o guri, em vez de mandar um e-mail ou um recado pelo MSN.

Estou falando de outro milênio, é verdade...

Mas o século passado foi ontem! Isso tudo acontecia há apenas 20 ou 25 anos, não mais do que o espaço de uma geração. A vida ficou muito melhor! Tudo era mais demorado, mais difícil, mais trabalhoso ...

Então por que engolimos o almoço? Então por que estamos sempre atrasados? Então por que ninguém mais bota cadeiras na calçada?

Alguém pode me explicar onde foi parar o tempo que ganhamos?

(Marcelo Canellas)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Onde

Onde andará…
No bar da esquina
No canto que me alucina
Ou aqui nessa rima?
Será que anda pelo corredor
Naquela poesia de amor
Ou debaixo do meu cobetor?
Nessa noite tão insana
Será que tá debaixo da cama
Ou naquele copo de horror?
Talvez esteja por aí
Voando com um bem-te-vi
E trocando letras de amor
Ou talvez esteja aqui
Aqui dentro de mim
E eu apenas esqueci
Agora faz um frio
E eu só queria saber
Onde anda aquele sonho infantil
Por Bárbara Baracho

Eu já sabia

As lágrimas descem frias.
Eu sabia que você precisaria me deixar.
O coração bate de leve.
Eu entendo que tinha mesmo que me deixar.
Essa noite vou chorar até cansar,
mas amanhã sei que estarei melhor.
Pois, eu sabia que já era hora de dizer adeus.
No entanto as lembranças não me deixarão
(por bastante tempo)
em paz.

J.A. de Jesus

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um tanto frio

Talvez enquanto estiver frio lá fora
e eu não encontrar um agasalho
ou qualquer coisa que me esquente...
continuarei aqui dentro
pois não me adiantará externar
se você está mais gelado do que eu.


J.A. de Jesus.

Como se fosse um anjo

             Eu entrei naquele ônibus acreditando que possuía um destino. Totalmente lotado e só poderia seguir a viagem em pé, até quis pegar o próximo ônibus, no entanto para a minha desilusão subi nele mesmo. Fui me acomodando e encotrando o meu lugar, coloquei minha bagagem no compartimento que fica superior as poltronas e de uma forma suicida desci os meus olhos na poltrona mais próxima  e os fixei num anjo que descansava em um sono gracioso. Analisando aquela figura bem trabalhada, desenhada com tanta ternura por Deus,tentei desvendar os seus sonhos e fui descobrindo o seu encanto.
             Lábios carnudos e avermelhados, o seu queixo era tão pequeno, possuia traços finos e delicados. De repente ela respirou fundo, muito profundo. Por isso foi impossivel  não contemplar o seu belo busto, que subiu e  desceu rapidamente, singelo e coberto por uma seda morena, enfeitado com sinais negros. Pontinhos perfeitos que atraiam o meu olhar, bem ordenados me levavam ao caminho de seu pescoço esbelto, de onde escorria  uma mecha de cabelo negro e ondulado. E com o estilo do corte, outras mechas descia pelo rosto e encontrava seus olhos fechados, um segredo que me chamava a atenção.
           Olhei para os dedos de sua mão esquerda temendo encontrar um anel de ouro ou prata, porém só avistei dedinhos finos e compridos. Procurei a outra mão - talvez ela seja noiva, pensei - mas estava escondida segurando os pés, os quais se firmavam na poltrona. Vendo isso fiquei ainda mais encantado, ela cabia direitinho ali e tão pequenina caberia facilmente em meus braços.
            Caindo em mim vi que já havia lugar para sentar, mas era tarde demais e já estava enfeitiçado. Por um instante fiquei com medo de seu cavalheiro está me observando a distância, mas me tranquilizei, pois se existesse alguém ali, amado por aquele anjo, com certeza estaria por perto. Mais iludido com a ideia de não está sendo vigiado, observei a moça que estava  ao seu lado, com traços semelhantes me fez acreditar que seria sua irmã, então resolvi encaixar os olhos negros dela no rosto da minha bela menina. Porém, não conseguir realizar a imaginação.
            Já quase no meio da viagem, para o meu desalento, ela abriu os olhos e pela posição que estava teve a única opção de encarar o meu olhar que timidamente se joga para o chão do automóvel. E ela virou-se para a sua companheira de viagem sorriu de uma forma tão bela, tornando de mim o homem mais feliz e infeliz do mundo. Se antes ela já me parecia um paraíso, depois daquele sorriso tornou-se  o meu descanso e o meu céu. E essa magia foi apenas por alguns instantes, afinal o meu anjo preguiçoso voltou a dormir e a sonhar. Foi melhor assim, pois eu precisava aproveitar os seus olhos fechados para continuar me envolvendo.
            Apartir desse momento eu comecei a adormecer na minha própria fantasia, no meu sonho eu aproveitei o movimento do veículo e fiz algumas perguntas para o meu amor. perguntei se me amava, o ônibus a balançou para cima e para baixo, trazendo à mim uma resposta positiva. Depois lancei a proposta de nos casar, mas o movimento foi negativo. Então fiz uma pergunta que para minha aflição existiu uma resposta.
- Por que não podemos nos casar?
Então ela trouxe a mão direita que segurava os pés pequenos, colocou sobre o colo e anunciou o seu noivado. Desiludido de meu amor, desci no primeiro ponto que me veio e nunca mais esqueci o anjo que encontrei descansando, embalado pelo movimento do ônibus.




J.A. de Jesus.

Encarando os medos [um sonho infantil]

 Olhei o meu herói subindo pelas paredes, com muito cuidado para não esquecer cada passo. Ele sempre foi muito forte e muito inteligente e eu sempre o amei. Ele não fez parte dos quadrinhos ou da TV, também nunca foi o Batman e nem o homem aranha, mas podia enfiar os dedos nas paredes esburacadas e alcançar as lages. Eu queria ser como ele, meu irmão mais velho, que sempre me passou tudo que sabia e queria me tornar tão forte e inteligente quanto ele. Naquele dia eu o seguir por toda parte, foi quando ele parou enfrente a parede do banheiro. Olhou analisando por onde começaria. O banheiro de nossa casa tem uma lage e, por um projeto mau feito, era quase do lado de fora da casa – se não fosse a parede da pia a mesma da cozinha – então uma das paredes do banheiro ficava próximo da janela da cozinha. E foi por essa janela que Ismael começou a sua escalada, depois disso foi colocando os dedos dos pés e os das mãos nos primeiros buracos que encontrava. Sem perceber eu vinha atrás, logo em seguida, procurando os mesmos buracos e me segurando pelos mesmos dedos – não sei como dedinhos tão frágeis como aqueles de cindo anos conseguiram se segurar – e abaixando um pouco a cabeça me viu subindo e riu. Disse:
 – Coloque os dedos naquele buraco, e agora nesse mais perto...
Eu gosto disso nele, pois não me manda parar. Ao contrário, me incentiva mesmo se for uma loucura.
Nesse dia ele fez o que comigo sempre fez, esqueceu o que minha mãe poderia falar ou reclamar, para que eu subisse e me sentisse como gente grande. Depois que cheguei lá em cima demos juntos muitas risadas. Porém quando minha mãe viu ficou desesperada
 – Meu Deus! Menina como você foi parar ai?!
 – Deixe!Que eu sei descer, eu sei descer – respondi toda feliz
E minha mãe em pânico lá embaixo gritava:
 – Não! Não desça Joice, fique ai. Milton vá pegar uma escada – mais tranqüila ela rir – olha só onde está a sua filha. Fique ai Cê! Seu pai vai pegar a escada.
 – Não preciso, eu sei descer sozinha – respondi sorrindo
 – Não desça!
Grita a minha mãe. Veio a escada e Dona Zylma me passava todos os passos que eu deveria dar, me pedia para vim devagarzinho. Será que ela não tinha entendido? Eu subir aquilo sem escada, ela não precisava temer. Em minha aventura eu só tinha medo de ter medo, na verdade encarei tudo aquilo com outros olhos...
...todos os equipamentos na bolsa e não posso mais me demorar. Ou então, o Rei e o meu Pai irão chegar e me impedirão de ultrapassar a montanha e vencer a guerra. Então lancei a minha corda e subi me apoiando nela, e foi por ela que me conduzir. Uma corda forte que me deu condições para prosseguir, graças a ela subir a montanha e defendi o meu povo. Quando o Rei e o meu Pai souberam da minha partida já estava tudo bem e eu já havia chegado. Eles viram que meu corpo estava ferido, mas se tranquilizaram me vendo vivo e com a coroa do outro rei na mão. Enviaram os melhores criados e cuidaram de todas as minhas feridas...
... – Menina nunca mais faça isso. E você Ismael, não deixe mais essa menina fazer isso.
E então meu Rei, meu Pai, meu Herói e eu (sua discípula) caímos na gargalhada.




J.A. de Jesus.

Onde esteve?

Eu te procurei o dia todo,
Mas não te encontrei.
Onde esteve?
Sair catando um pouco de ti
Em tudo que encontrava,
No entanto não te reproduzi.
E então? Onde esteve?
Você já não me responde
E tudo o que eu encontro lá fora
São dúvidas.
E elas estão por todo lado....
Elas me cercam e me faz inseguro.

Faz-me só.
E desapontado.
Mas, e você?
Onde esteve?
Esperou a chuva passar em um casebre?
Esquentou-se na lareira de um amigo?
O que estava fazendo, quando te chamei e não me respondeu?
Deixando-me cheio de perguntas,
Permitindo o meu tolo coração se acovardar
Em meio à falsa luz das questões.
Você partiu e não deixou sequer um bilhete.
E então? Onde esteve?
Eu só queria de ti uma resposta.
Não queria temer o nosso encontro.
Não queria me torturar quando enfim você atendesse ao meu chamado.
Eu só preciso de uma resposta.
Porém, está tudo tão febril lá fora,
E não consigo ir ao teu encontro.
Se ainda podes me ouvir....
Onde esteve quando minha lágrima desceu,
Meu coração partiu
E fui embora, para bem longe de ti?




J.A. de Jesus.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Depoimentos

Eu excluir o chato do orkut, porém alguns depoimentos não mereciam partir com ele então estão aí:
Meu lindo amor:
▬╡尺ノイ╞▬ .
Teimoso como sou, gosto de fazer coisas que parecem ser impossíveis, umas delas foi encontrar uma definição lógica a um ser amavelmente ilógico como esse, uma criatura simpática e extremamente sociável, mesmo quase indefinida ela é tão cheia de adjetivos, dentre todos esses, pude defini-la como uma pessoa simplesmente FASCINANTE!
Minha linda amiga:
Eu Te AmO, Eu Te aMo, Eu te AMO!

Parece Simples, né???

Mas só nos duas compreedemos a dimesão do nosso Amor, um  Amor puro; um  Amor sincero;Amor de irmãs; um Amor eternas cunhadas rsrsr...
Eu sei que será por toda a eternidade, pq, quem nos presenteou com essa dádiva Foi o nosso Amado, Perfeito e Maravilhoso Deus!!!

Meu BichinHo 

Minha irmã mais linda:
Minha maninha que tanto amo,valew por tê me aguentado quando eu roubava
a sua mamadeira e sujava nós duas,vc sempre foi paciênte e dizia:"mãe o
nénem pegou meu gagau"
Sempre esteve comigo,me ensinado e me ajudando no que eu faço.
Tu é muito importante pra mim espero que ñ esqueça disso.

Te Amo d+





Amo muito vocês

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Minha nova profissão

Vou deixar os peixes irem embora.
Abandonarei a rede e o barco, e seguirei apenas dois passos.
Esquecerei os segredos do mar e dos cardumes,
e passarei por eles só quando for necessário.
Disperso-me da minha família,
pego só o que preciso e vou para onde o teu vento me levar.
Mesmo sendo leigo
abandono o meu ofício para ser um especialista na minha presente profissão.
O meu novo salário será o sorriso e as lágrimas de um nascimento.
Sei que não vou passar apenas uma noite com fome,
porém sei que a glória maior será na minha verdadeira casa.
Hoje eu aceito mudar de cargo, deixo o meu lugar
- o qual eu só fazia esquentar -
e sigo em viagem.
Vou me embora para qualquer canto,
com tanto que exista pessoas com sede e fome de Ti,
meu Senhor e Rei.
Hoje eu entrego a minha vida para que todos conheçam o seu
Amor.

Autora: Joice Almeida

Uma existência sem você

A escuridão caio e o silêncio tomou conta deste lugar.
E eu já posso despejar o que guardei o dia todo.
Meus olhos ardem e como fogo deixo
as lágrimas queimarem a minha face.
Soluço enquanto evito meu sofrimento,
mas não encubro a realidade.
Vai ser difícil, no entanto, como todas as vezes,
eu irei superar.
O mais complicado vai ser vê o mundo girar
e não me lembrar de você,
contemplar aquela estrela brilhar
e não recordar o seu olhar,
sentir o vento me tocar
e não relembrar de suas mãos.
O extremamente complicado vai ser
me vê e não vê você.

Autora: Joice Almeida

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Divindade

Que bom que tenho vida
Que bom que me criou
E quando chegar a minha partida
Quero ir com o Senhor

Fico pensando
Em Lhe fazer surpresas
Mas Tu já sabes
O que se passa em minha cabeça

Amigo de qualquer hora
Que me deixa livre
Caso eu queira ir embora

Mas não quero ir nunca mais
Porque Tua presença
Me satisfaz

Estava Lhe devendo isso
E Lhe devo muito mais
Porque Tu fizeste um sacrifício
Para trazer minha paz

Meu Pai,
Meu Amigo
Sempre esteve comigo

E eu tolo
Ceguei-me a Ti
Mas agora
Me arrependi

Querido e amado
Alguns pensam que és falso
Mas para mim
És verdadeiro

Assim como o ferro existe
Para o ferreiro
Eu existo para o Senhor
E Lhe declaro o meu amor verdadeiro


Texto de
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sua Doce Voz

Hoje eu me prostrei diante de Ti
e chorei.
Apertei bem os meus olhos
e esperei lágrima por lágrima descer.
Gritei por Teu Nome
e deixei meus joelhos machucados.
Hoje eu apertei as minhas mãos
desejando o Teu Abraço.
Foi quando com rosto molhado
eu não soube mais o que fazer.
Então, parei de pedir socorro
e comecei a glorificar o Seu Nome.
Declarei que Tu és o Amor de minha vida
e o quanto eu quero ser importante para Ti.
Porém, ouvindo Uma Doce Voz
eu me calei.
Fiquei bem quietinha e permiti novamente
as minhas lágrimas falarem.
Ouvindo as Sua Deliciosa Voz
Tão meiga e tão sincera.
Eu chorei ainda mais, pedindo para que cada
pingo escorresse dos meus olhos, até
o Seu Santuário.
E de Sua Doce Voz eu ouvir
mais uma vez a Declaração de Seu Amor.
Falastes outra vez o quanto sou
importatE para Ti.
E atenta me quebrei em Tua Presença
Derramei-me no Teu Altar
e entendi mais uma vez:
Que o quanto eu te busco,
não é suficiente;
Que o quanto eu te olho,
não me é suficiente;
Que o quanto eu tento te fazer feliz,
não é suficiente;
E o quanto Eu te Amo
não poderá ter medidas.

Autora: Joice Almeida

sábado, 28 de agosto de 2010

Morte DAlma.

Por favor, que providenciem os tambores,
e façam notório a minha chegada.
Que dêem conta dos anúncios
e tornem bem sucedida a minha entreda.
Chamo-me, Morte DAlma.
Sou forasteira nos seus sentimentos,
e minha terra natal são os seus próprios pensamentos.
Nasci da incredulidade, e da covardia.
Surgi do seu medo e do seu rancor,
Eu não precisei de um acidente e nem mesmo de uma doença.
Apenas do alimento de suas rebeldias.
Não foi necessária a droga do seu vício
e nem mesmo o homicídio feito pelos seus dedos.
Minha força não veio da sujeira de sua boca
e nem mesmo da emudeci de seu corpo.
Eu só precisei de um passo para trás,
de um fuga sua.
A minha hospedagem ocorreu por causa da sua singela fraqueza,
e a minha intenção é te fazer uma companhia.
É te levar comigo para um perfeito passeio
o que te fará mais próximo de mim.
Apenas te farei mais infeliz e mais destruído do que você já está.
Vou te mostrar como é bom ficar sozinho
e como é delicioso pensar apenas em si mesmo.
Não precisa ficar com medo de mim,
eu só vim para te completar
Afinal de contas, o seu vazio tomou conta de você.
Você era completo e nada te faltava,
porém você abandonou o único motivo de sua existência,
Você pediu a partida da sua única luz
e do seu único refugio.
Ignorou totalmente a quem mais te amou.
Rejeitou o único que além de te valorizar,
É o único que te pode de qualquer coisa te perdoar.
E então, eu vim te acompanhar,
para o pior fim de todos, não o fim da carne e nem do tempo.
Mas,
o fim da alma.
Prazer eu vim matar você.




Autora: Joice Almeida

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Namorada da Lua



Coloquei o meu corpo
para fora da porta.
A cortina não pode [não mais] atrapalhar o momento.

Depois de tanto só erguer os meus olhos
eu já podia sair de casa
e já a podia sentir
aceitando tudo como mais que uma viajem.

Aquela Minguante me embalou tanto
que já não sonho mais
agora eu vivo cada pedaço daquele sorriso.

Nossa! Ela é muito mais que bela!
E mesmo todas as estrelas 
a querendo
eu pude além do querer.

E como antes eu tinha a certeza
que nem deseja-la podia,
Fui surpreendido com um lindo beijo.

Eu sorrir tanto para ela
que um dia aquela bela visão
pode me responder.

Oh! meu Amante
Agora que tens o direito de
me abraçar e me beijar,
e nunca mais permitir que o Sol me expulse de ti.

Autora : Joice Almeida.